A psicologia confirma: aquelas pessoas que te olham da cabeça aos pés em questão de segundos não o fazem apenas para julgar a aparência, mas porque o cérebro delas faz uma avaliação automática do status sem que elas tenham consciência disso
Publicado em 28 de setembro de 2026 às 20:24
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A psicologia confirma: pessoas que te olham da cabeça aos pés em segundos não fazem isso apenas para julgar sua aparência, mas também para avaliar seu status social sem perceber
A psicologia confirma: aquelas pessoas que te olham da cabeça aos pés em questão de segundos não o fazem apenas para julgar a aparência, mas porque o cérebro delas faz uma avaliação automática do status sem que elas tenham consciência disso O vestido brilhante de Liniker chamou atenção no Le Défilé 2026, desfile da L’Oréal Paris realizado nesta segunda-feira (28), em Paris. A cantora estreou na passarela do evento ao lado de outras brasileiras, em uma apresentação que reuniu moda, beleza e diferentes expressões de identidade. Segundo a psicóloga Leticia Martín Enjuto, a aparência é uma das primeiras informações processadas pelo cérebro ao conhecer alguém, mas não permite definir quem essa pessoa realmente é Taís Araujo participou de mais uma edição do Le Défilé, da L’Oréal Paris, em Paris, ao lado de Anitta, Liniker e Bella Campos. A atriz integra o grupo de brasileiras reunidas pela primeira vez na mesma passarela do evento. Segundo a psicóloga Leticia Martín Enjuto, a aparência pode influenciar a primeira impressão, mas conhecer alguém exige ir além das roupas, dos acessórios e da postura corporal O cabelo vermelho de Bella Campos foi um dos destaques de sua estreia no Le Défilé 2026, em Paris. A atriz participou do evento da L’Oréal Paris ao lado de Taís Araujo, Anitta e Liniker. Segundo a psicóloga Leticia Martín Enjuto, a aparência pode transmitir informações sociais rapidamente, mas a primeira impressão também é influenciada pelas experiências e pelos padrões aprendidos de quem observa O face card de Anitta chamou atenção durante sua participação no Le Défilé 2026, em Paris. A cantora retornou à passarela da L’Oréal Paris ao lado de Taís Araujo, Liniker e Bella Campos, em uma edição que reuniu quatro brasileiras pela primeira vez. Segundo a psicóloga Leticia Martín Enjuto, expressões faciais, roupas e postura são processadas pelo cérebro em poucos segundos e ajudam a formar uma primeira impressão

Nesta segunda-feira (28), a Paris Fashion Week começou com um encontro inédito de talentos brasileiros. Taís Araujo, Anitta, Liniker e Bella Campos estarão juntas na passarela do desfile-manifesto da L’Oréal Paris, na Place Joffre, com a Torre Eiffel como cenário. Pela primeira vez na história do evento, as quatro embaixadoras brasileiras participaram juntas da programação. 

E, em um desfile que coloca a beleza e a aparência no centro das atenções, surge uma reflexão curiosa: você já chegou a uma festa, cumprimentou algumas pessoas e percebeu que alguém olhou para você da cabeça aos pés? A sensação pode ser desconfortável e despertar dúvidas sobre o que aquela pessoa está pensando. Mas, segundo a psicologia, esse comportamento pode ter uma explicação mais complexa do que um simples julgamento da aparência.

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De acordo com uma análise publicada pelo portal espanhol CuerpoMente, a maneira como observamos os outros está relacionada à capacidade do cérebro de processar informações sociais rapidamente. Em poucos segundos, características como roupas, postura e movimentos podem influenciar a primeira impressão que formamos sobre alguém, inclusive em relação ao seu status social.

A psicóloga Leticia Martín Enjuto, colaboradora habitual do portal e diretora do centro de psicologia que leva seu nome, explica como esse mecanismo funciona e por que nem sempre devemos confiar naquilo que percebemos em um primeiro olhar.

Por que algumas pessoas olham da cabeça aos pés?

Segundo Leticia Martín Enjuto, nosso cérebro está preparado para recolher informações rapidamente e construir uma interpretação inicial das pessoas que encontramos.

"Nosso cérebro está desenhado para recolher informações rapidamente e gerar uma primeira interpretação daquilo que temos diante de nós, especialmente quando se trata de outra pessoa", explica a especialista, conforme publicado pelo CuerpoMente.

A expressão facial, a maneira de se vestir, os movimentos e a postura corporal são alguns dos elementos que podem ser processados quase imediatamente. Isso acontece mesmo quando não estamos prestando atenção deliberadamente a cada detalhe.

Muitas dessas conclusões aparecem antes que tenhamos tempo de raciocinar conscientemente. Ou seja, aquela olhada rápida pode ser uma tentativa automática de compreender quem está diante de nós, e não necessariamente uma decisão consciente de criticar a aparência alheia.

O face card de Anitta chamou atenção durante sua participação no Le Défilé 2026, em Paris. A cantora retornou à passarela da L’Oréal Paris ao lado de Taís Araujo, Liniker e Bella Campos, em uma edição que reuniu quatro brasileiras pela primeira vez. Segundo a psicóloga Leticia Martín Enjuto, expressões faciais, roupas e postura são processadas pelo cérebro em poucos segundos e ajudam a formar uma primeira impressão © Youtube, L'Oréal Paris
O que as roupas e os acessórios revelam sobre o status social?

Entre as informações que o cérebro tenta interpretar durante esse primeiro contato está o lugar que uma pessoa ocupa em determinado contexto social. De acordo com Leticia Martín Enjuto, roupas, acessórios, segurança ao caminhar e até a maneira como alguém ocupa o espaço podem funcionar como pistas para essa avaliação. 

A especialista ressalta, porém, que isso não significa que seja possível conhecer verdadeiramente alguém apenas observando sua aparência durante alguns segundos. A forma de vestir pode refletir gostos pessoais, personalidade, profissão, pertencimento a determinado grupo ou simplesmente as circunstâncias daquele dia. Por isso, uma primeira impressão não é uma prova sobre a realidade de uma pessoa.

O problema aparece quando o cérebro ultrapassa as informações disponíveis e começa a preencher as lacunas com base em experiências anteriores e estereótipos. Uma roupa pode ser associada ao sucesso, enquanto determinada postura pode ser interpretada como sinal de confiança. Da mesma forma, alguns acessórios podem levar alguém a presumir um nível econômico específico, mesmo sem conhecer a história de quem os utiliza.

Com vestido brilhante, Liniker levou sua presença artística à passarela da Paris Fashion Week. A cantora participou pela primeira vez do desfile-manifesto da L’Oréal Paris, que reuniu representantes brasileiras e celebridades internacionais. De acordo com a psicóloga Leticia Martín Enjuto, roupas e acessórios podem influenciar a percepção inicial de status social, mas essas associações são interpretações automáticas, e não provas sobre a realidade de alguém © Youtube, L'Oréal Paris
A comparação social também explica esse comportamento

Outro conceito importante para compreender esse tipo de olhar é a teoria da comparação social, proposta por Leon Festinger. Segundo essa teoria, quando precisamos avaliar aspectos que não possuem critérios objetivos, podemos recorrer à comparação com outras pessoas para formar uma percepção sobre nosso próprio valor.

O status social é um exemplo desse tipo de avaliação. Como não existe uma medida objetiva que determine o lugar de cada indivíduo em todas as situações, observar os outros pode funcionar como uma referência. Conforme explica Leticia Martín Enjuto, temos uma "tendência natural a nos compararmos com os demais".

Em situações sociais, o cérebro pode tentar identificar automaticamente se alguém parece familiar, transmite autoridade ou segurança ou se seria necessário manter determinada distância. Esse processo ajuda a compreender por que uma pessoa pode observar outra dos pés à cabeça sem ter plena consciência do que está fazendo.

Taís Araujo participou de mais uma edição do Le Défilé, da L’Oréal Paris, em Paris, ao lado de Anitta, Liniker e Bella Campos. A atriz integra o grupo de brasileiras reunidas pela primeira vez na mesma passarela do evento. Segundo a psicóloga Leticia Martín Enjuto, a aparência pode influenciar a primeira impressão, mas conhecer alguém exige ir além das roupas, dos acessórios e da postura corporal © Youtube, L'Oréal Paris
Por que a primeira impressão pode estar completamente errada?

Apesar de acontecer rapidamente, a avaliação inicial não é necessariamente precisa. Isso porque cada pessoa interpreta aquilo que vê a partir de sua própria trajetória. Segundo a psicóloga, o cérebro utiliza experiências anteriores e padrões aprendidos para interpretar informações limitadas. É justamente por isso que pode cometer erros.

O que uma pessoa considera elegância, por exemplo, pode parecer exagerado para outra. Da mesma maneira, uma postura interpretada como segurança pode ser vista como arrogância por alguém com referências diferentes.

"A nossa educação, nossas experiências e aquilo a que aprendemos a prestar atenção influenciam essas primeiras leituras", explica a especialista.

Assim, o olhar de cima a baixo não revela, por si só, o que alguém pensa sobre você. Embora a aparência possa transmitir informações sociais, as interpretações também carregam os preconceitos, as expectativas e as vivências de quem observa.

O cabelo vermelho de Bella Campos foi um dos destaques de sua estreia no Le Défilé 2026, em Paris. A atriz participou do evento da L’Oréal Paris ao lado de Taís Araujo, Anitta e Liniker. Segundo a psicóloga Leticia Martín Enjuto, a aparência pode transmitir informações sociais rapidamente, mas a primeira impressão também é influenciada pelas experiências e pelos padrões aprendidos de quem observa © Youtube, L'Oréal Paris
O que fazer quando alguém te olha dessa maneira?

Para Leticia Martín Enjuto, o mais importante é reconhecer que as primeiras impressões são construídas a partir de atalhos mentais, que podem falhar.

Isso não significa necessariamente que uma pessoa seja superficial ou que queira menosprezar alguém ao observar sua aparência. O comportamento pode ser uma consequência da capacidade do cérebro de processar informações sociais em pouco tempo.

A recomendação apresentada pela especialista é colocar essas impressões em perspectiva e evitar atribuir a elas uma importância maior do que realmente têm. Afinal, embora seja possível formar uma ideia inicial sobre alguém em questão de segundos, conhecer verdadeiramente uma pessoa exige muito mais do que um primeiro olhar.

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Geek fashionista que canta 'Let It Go' no chuveiro, trata 'O Diabo Veste Prada' como religião e escolheu Piplup como seu inicial. Jornalista metido a designer, cinéfilo de Letterboxd e amante das artes.
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